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Atividades

Projetos de pesquisa em desenvolvimento

Ecossocioeconomia Urbana: arranjos socioprodutivos e autogestão comunitárias visando o desenvolvimento territorial sustentável 

 

Considerando as imensas disparidades socioeconômicas observáveis em todas as regiões do planeta, neste trabalho o momento atual é entendido como um momento de crise civilizatória, onde o desenrolar da existência passou a ser orientado pela lógica capitalista, parametrizada pela acumulação e reprodução ampliada do capital, exigindo a mercantilização da vida e da natureza em sua totalidade. Nesse sentido, ao lançar um olhar acurado ao cotidiano das sociedades planetárias, observa-se iniciativas independentes e bem sucedidas que seguem na contramão da lógica vigente e apontam caminhos alternativos. Essas ações parecem possuem contornos de um modelo de desenvolvimento econômico que ocorre no mundo da vida. Para tratar do aprofundamento dos aprendizados trazidos por essas iniciativas e sua aplicabilidade, esta proposta de estudo utiliza como parâmetro a “ecossocioeconomia” sendo uma teoria pensada a partir das experimentações e da complexidade do cotidiano. Diante deste contexto, a intenção é buscar respostas à seguinte problemática: como promover economias comunitárias, a partir de arranjos socioprodutivos de base territorial, inseridas na economia de mercado, e ainda conservar suas dinâmicas próprias num contexto de desenvolvimento territorial sustentável? Para tratar a questão, este projeto propõe duplo objetivo: complexificar o conceito de ecossocioeconomia, avançando a proposta anterior, segundo Sampaio (2010), e refinar a proposição conceitual-metodológica de arranjos socioprodutivos de base territorial sustentável. Pela complexidade, desdobra em objetivos de pesquisa específicos: (1) descrever e analisar experiências de ecossocioeconomia urbana significativas; (2) analisar comparativamente experiências de ecossocioeconomia urbana significativas a partir de uma estrutura de arranjo socioprodutivo de base territorial. Com enfoque interdisciplinar e operacionalização interinstitucional, para a realização da pesquisa foi estabelecida a parceria entre três Instituições de Ensino Superior, sendo: PUCPR, UFPA E UNEB, estabelecidas em diferentes regiões geográficas do Brasil e todas com ampla experiência de atuação e pesquisa em desenvolvimento sócio económico, enfoque deste edital. A metodologia proposta adota a interdisciplinaridade e abrange pesquisa bibliográfica, descrição e análise de experiências em ecossocioeconomia através de pesquisa formativa, utilizando um formulário qualitativo de coleta de dados e estudo comparativo. Pode-se afirmar que aprofundar o conhecimento sobre arranjos socioprodutivos, que sugerem autogestão comunitária, é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. Da mesma forma, ao identificar lacunas nessas experiências ou potencialidades não exploradas, este estudo oferece condições de contribuir para a superação, fortalecimento ou abertura de novas possibilidades, através do compartilhamento de aprendizados obtidos em iniciativas semelhantes. O estudo sistemático dessas ações locais e autogestionárias, promovidas pela comunidade autóctone, oferece a possibilidade de identificação de boas práticas adequadas ao território em questão que podem vir a ser de grande valia para a gestão urbana e para a criação de políticas públicas

Cidades e soluções - ecossocioeconomia urbana: mitigação e adaptação às mudanças climáticas

 

A ecossocioeconomia expõe a necessidade de constituir uma enciclopédia do cotidiano a partir da sistematização de experimentações, que, muitas vezes, fica relegada ao mundo da vida, nos territórios, nas comunidades, nos povoados, nas organizações, onde problemas e soluções ocorrem e raramente são devidamente qualificados. A construção de conhecimentos novos à ecossocioeconomia no ambiente urbano pode contribuir na formulação de estratégias para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Com base nestes elementos, esta pesquisa objetiva essencialmente: avançar na construção do conhecimento sobre a teoria e a prática da ecossocioeconomia, por intermédio de experiências urbanas bem sucedidas, com componente de dimensão tácita do conhecimento. Além disso, o estudo visa: desenvolver novos campos de conhecimento, contribuindo para a formação acadêmica de graduandos, mestrandos, doutorandos e pós-doutorandos; ampliar a base de dados sobre experiências em ecossocioeconomia urbana; propor indicadores de ecossocioeconomia; adequar a metodologia de gestão organizacional estratégica ao desenvolvimento territorial sustentável, por meio do aprendizado alcançado nas experiências estudadas, a fim de buscar formas alternativas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas; e selecionar indicadores capazes de mensurar a vulnerabilidade e adaptação das experiências estudadas, no cenário das mudanças climáticas. As etapas metodológicas em execução se estruturam em dois momentos: pesquisa exploratória e definição dos instrumentos de coleta de dados. As principais contribuições científicas e tecnológicas da proposta são: revisão dos princípios e refinamento da Teoria da Ecossocioeconomia; contribuição na formação de equipe multidisciplinar; promoção do diálogo intercultural entre cientistas ambientais e experiências da Ecossocioeconomia; interculturalismo como metodologia de pesquisa afinada à Ecossocioeconomia; refinamento da interdisciplinaridade como metodologia de pesquisa coligada à Ecossocioeconomia; e cadastro, análise e sistematização de conhecimento científico a respeito de experiências em Ecossocioeconomia na América Latina e Europa; disseminação do conhecimento sobre o tema na comunidade científica através de participação em eventos, publicação de artigos, dissertações e teses; disponibilização do banco de dados de experiências em formato digital; difusão do conceito para grupos sociais que se aproximam dos estratos dos grupos identificados de Ecossocioeconomia; contribuição para a popularização da ciência com a disseminação do tema, suas experiências e seus resultados da pesquisa; e identificação de indicadores mensuráveis para comparar e avaliar o grau de vulnerabilidade e adaptação das diferentes experiências estudadas em função das mudanças do clima

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